sábado, 12 de julho de 2014

Crenças

Fui criada na igreja católica, seguindo todo o roteiro que a mesma impõe, mas em um certo momento da minha vida, já adulta senti que nada daquilo mais me satisfazia, percebi que entrava e saia das missas da mesma forma, e que durante a mesma até me distraia muito facilmente. Não queria aqueles panfletos  feitos antecipadamente e eu apenas reproduzindo frases decoradas desde criança. Nada daquilo mais preenchia meu coração.

Achei que era hora de conhecer outros lugares e possibilidades, mas antes de tudo me tranquei no quarto e li a bíblia inteira pra ter certeza do que queria pra mim.

Fui em tudo que é tipo de lugar e templo religioso pra conhecer, nada me tocava, mas continuava a busca, confesso que fugindo da igreja evangélica, pois já dava aula  para vários ministérios de dança desse segmento e conhecia bem como funcionava "suas leis". Sendo assim, prosseguia em outras religiões, conhecendo, visitando questionando... E nada me satisfazia....

Bom, então resolvi finalmente ir a uma evangélica, mas fui em uma onde ninguém me conhecia, ou sabia quem eu era, porque de verdade não conseguia acreditar em nada do que me diziam já que sabiam praticamente tudo sobre mim. Então, nunca acreditei em nada que era "profetizado".

Fui nessa onde era só mais uma no meio da multidão e confesso que "coisas" fora do normal aconteceram, e isso me indagava, mas ainda assim tinha necessidade de mais e fui conhecer outras igrejas também evangélicas. E foi exatamente em uma delas que alcancei pela fé a cura da minha coluna, é eu sei que é surpreendente, mas sim aconteceu.

Mas sou uma pessoa que não aceita manipulações e situações onde condicionam a minha fé,  por vezes debati muito com padres e pastores a respeito e os mesmos não sabiam o que me responder quando percebiam que sim "minha mente pensa sozinha", sem depender dos lideres religiosos.

E foi então que me afastei de templos, na verdade até frequento, mas não vou mais as missas ou cultos, vou tanto na católica quanto na evangélica, mas em horários onde posso orar sozinha, sem necessitar da grande massa.

Infelizmente os templos se tornaram grandes empresas, e seus lideres são homens comuns como nós, os mesmo estão sim vulneráveis a erros, e acabam por usar a bíblia de forma interpretativa a favorecer suas regras internas da forma que lhe convém, então vemos comunidades "cegas" na multidão e que excluem os que não são do seu meio.

Bom o que eu sei é que na bíblia em nenhum momento Deus fala de religião. A religião nasceu da necessidade do homem em rotular a sociedade e dividi-la em grupos. Alias ELE mesmo disse a IGREJA somos NÓS, minha fé independe de um determinado líder me "guiar" na vida, minha vida está nas mãos DELE e somente a ELE devo satisfação e devoção.

Que religião eu sigo? Nenhuma... sou cristã, creio em Deus e sei que está comigo.

A ELE devo minha vida, minha cura, minha arte e minha capacidade de amar incondicionalmente.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Caminhos...

Sou uma pessoa mega exigente comigo mesma e com o mundo que me cerca, bailarina desde  pequenina, convivendo com regras, metas e padrões de comportamentos bem específicos fez de mim o que sou hoje, se o resultado foi positivo eu não sei, mas explica e até justifica como sou.

Dou aula há exatos 22 anos, muito aprendizado e descobertas nesse tempo todo, e sei que ainda muito a trilhar e construir. E gosto disso, gosto de pesquisar, estudar e amadurecer mais e mais profissionalmente.

Dentre as experiências, o currículo com escolas e academias é gigantes rs Graças a Deus, nos festivais meus trabalhos de uma forma ou outra sempre se destacaram também.

Mas em uma área que parece que brota "professor" de dança em tudo que é jardim, a concorrência as vezes extrapola os limites éticos de alguns, situação que pra mim é inaceitável, enfim...

Entre tantos no mercado de trabalho hoje por vezes você mesmo se questiona e isso só me faz estudar ainda mais.

De qualquer forma ter o seu trabalho comparado tecnicamente ao padrão mundial de Ballet Clássico foi uma grande honra, eu que já tive alunas que me idolatravam assim como tive aquelas que me desafiavam a todo momento em aula, só posso dormir muito mais que realizada e reabastecer as energias nesses últimos diazinhos de férias pra voltar para o meu "santuário", a sala de aula, e continuar o meu caminho, não buscando ser a melhor e sim buscando oferecer o meu melhor cada vez mais.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Segredos...

Não existem segredos ou mistérios, alguns dizem isso sobre o meu olhar, acho até engraçado. Então respondendo todas as perguntas resolvi hoje deixar aqui um pouquinho do que me perguntam quase que o tempo todo rs.

Fui casada e fui muito feliz sim, e como todo casal sempre existem os altos e baixos, fomos parceiros, amigos, amantes, mas acho que por falta de maturidade de ambos permitimos que influências externas interferissem além do que era necessário e até aceitável, havia muita gente a nossa volta torcendo contra, era impressionante, mas não nos abalávamos com isso como outros gostariam que fosse, quanto mais forte as lutas mais unidos estávamos, mas não sobrevivemos a loucura do nosso trabalho, horários malucos e viagens a todo momento..  rompimento foi bem difícil e muito doloroso, durante anos ambos lutamos contra esse sentimento verdadeiro que nos uniu desde o primeiro dia que olhei em seus olhos. Nos tornamos amigos, com respeito mutuo e ainda com admiração um pelo trabalho do outro, desde então dei muitas cabeçadas tentando reencontrar um lugar ao sol. Fácil não, mas segui em frente, torcendo para que ele também pudesse reencontrar um caminho. Por vezes me perguntam sobre ama-lo, minha resposta sempre será sim e muito, mas não mais como algo que queira reviver, e sim como algo que ficará guardado para sempre em minha lembrança e coração porque valeu muito a pena. Feliz por tudo o que vivemos juntos, principalmente os "perrengues", pois ali estava a prova do nosso amor. Hoje, ambos refazendo suas vidas e com um desejo enorme de que ele seja muito feliz, de verdade e intensamente. Sem arrependimentos.

Me dizem que sou exigente e que escolho demais rs... Será mesmo? Pensando nisso até já desviei dos padrões que almejo e o resultado foi desastroso, e não apenas uma vez...

E é aí que volto para o que quero pra mim... O que quero?

Nada demais, apenas que o estilo de vida da pessoa seja o mesmo que o meu, que seja apaixonado por atividade física, dança, musica, que tenha um estilo de vida saudável, pra que possamos ser parceiros de verdade em tudo, que não se importe em "perder" o dia assistindo filmes e comendo porcaria, fugindo um pouquinho da dieta, alguém que se cuide não por questões estéticas e de "flertes" mas alguém que se cuide preocupado com sua saúde e bem estar.

Quero alguém que saiba olhar em meus olhos e eu possa ver a verdade neles, que não precise buscar entrelinhas no que diz, que seja aberto, que seja claro, e principalmente fiel, nada de vulnerabilidade, eu não sou vulnerável, então esse tipo de comportamento me irrita de verdade. Que seja intenso e realmente presente, que me faça sentir que sou a pessoa mais importante da vida dele. É nessa hora que sinto uma saudade imensa de quando dançava hip hop, uma galera que respeita um ao outro, que sabe o verdadeiro significado de parceria e irmandade, os "manos" fazem uma falta imensa no meu dia a dia, mas minha vida seguiu rumos diferentes e infelizmente não tenho mais como estar com eles como antes.

Minha vida profissional é mega regrada mas confesso que a pessoal, no dia a dia tento fugir disso... Odeio gente metódica rs...

Viu não há o que decifrar em meu olhar, apenas que não busco por nada que seja superficial, o que não me acrescenta não me atrai, então não me dedico ao que não me atrai, simples assim.

Se ainda querem saber sobre o que há em meu coração... Sim ele está ocupado por alguém especial e que talvez nem saiba o quanto realmente é especial, ocupado por alguém que por vezes percebo que mal sabe quem sou, o que mega me entristece, mas vivo os meus dias cumprindo com meus objetivos  me dedicando ao que prometi. Se um dia ele baixará a guarda pra realmente me conhecer eu não sei, oro pra que sim.

Então me perguntam quanto tempo ainda vai esperar? A única coisa que sei é que esperei por ele todos esses anos, e desde o dia em que me abraçou pela primeira vez meu mundo parou.

Não existem mistérios, tampouco segredos em meu olhar, apenas vivo diferente da grande massa, não me levo pela grande massa, faço o que me dá vontade, no momento que tenho vontade, cuidando de quem amo mesmo que de longe.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Hoje "to" bipolar

Dia de festa, de comemoração... Eba eba
E então me pego em lágrimas.
Sensação estranha. Dor... vazio no peito
Sei o motivo, sei o que me deixa assim
Então como preencher o vazio?
Correr de encontro ao que me preenche e me faz feliz, obvio
O que me faz flutuar, perder o rumo e me encontrar.
Insegurança, medo de dar com a cara na porta, literalmente.
Tento arriscar, por vezes recuo, medo de me magoar ainda mais.
Mas ainda pior que tudo é continuar aqui sem você.
Dia de festa e dia de lágrimas...
Queria tanto...Quero tanto...Preciso...
Como me manter presente e te fazer entender, perceber e finalmente aceitar?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Foca no que dá dinheiro moça...

Viver em sociedade,as regras e rótulos que a mesma impõe.

Engraçado perceber que sempre nadei contra a maré, não sou do tipo que compra o que está na moda, compro o que tenho vontade sendo "a bola da vez ou não".

Nunca me importei muito com estereótipos, talvez porque meu trabalho imponha tantas regras disciplinares, de condutas e até perfil que na vida pessoal acabo fugindo dos padrões e confesso que sou feliz assim.

Essa semana ouvi, "foca no que dá dinheiro moça"... Olha me perdoa, mas não foco não hein rs.

Não vou ser hipócrita. preciso sim de dinheiro como todo mundo, vivemos em uma sociedade que precisa dele para seu sustento e afins, mas não aceito como objetivo principal.

Na minha humilde visão tenho assuntos e questões muito mais importantes, posso sim "focar no din din" , mas não como objetivo principal de vida.

Sou do tipo que se me levar pra comer pastel na feira ou a um restaurante 5 estrelas, ambos terão o mesmo significado pra mim e é bem capaz que eu goste mais do pastel ... rs

Presenciei minha mãe sofrer dois anos com câncer e falecer aos 36 anos, idade que eu tenho hoje, então aprendi que existem fatos muito mais importantes do que as conquistas materiais.

Lembre-se que tudo o que for material um dia desmorona, de um jeito ou de outro "a casa cai", e se você lutou só por isso o que é que sobrará a sua volta?

Posso mencionar que conheço pessoas que tem o carro do ano, mas não tem saúde para dirigir o mesmo, ou até aqueles que estão conquistando espaço e status no trabalho, mas lágrimas escorrem pelo rosto no meio da multidão em meio a sua solidão.

Desculpem mas meus sonhos e objetivos vão muito além de levantar paredes. Quero sim minha casa, meu carro, ir ao cinema, viajar e blá blá blá, mas quero antes de tudo ter tempo de cuidar das pessoas que amo...

Quero acima de tudo fazer a diferença na vida das pessoas que me permitem isso...

Quero sim amar, amar e amar incondicionalmente...

Quero ter com quem partilhar minhas conquistas, com quem planejar estas conquistas e lutar por elas de mãos dadas, fortemente...

Quero momentos que me engrandeça a alma, que façam meu coração sorrir, que as lágrimas sejam de êxtase puro de realização e plenitude. Isso é o que irei levar para a "vida extra", todo o mais vai ficar aqui.

Quero a intensidade de todos os momentos, quero poder fazer sorrir os que amo, surpreender...

Quero fazer valer a pena cada minuto que estiverem ao meu lado, quero cumprir minha missão com o coração em paz e amando incondicionalmente... "Vida toda e vida extra".

Quero ter tempo para que não exista duvidas de que o amor existe sim e é real em mim, seja pelo meu trabalho, família e principalmente pelo homem da minha vida.

Então eu foco no que me faz feliz e preenche o vazio.

É assim que vivo, é assim que escolhi, é assim que sigo meu caminho, amando incondicionalmente.

"...Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." (Charles Chaplin)