sábado, 27 de setembro de 2014

Irmandade

Minha vida toda se resume a intermináveis horas em sala de aula e palco, ou seja, minhas vivências vão estar sempre relacionadas a isso, não tem jeito.

Quando dançava hip hop encontrei uma galera que falava a mesma língua que eu, nesse caso não falo da dança especificamente, mas do comportamento em sociedade...

A garra ao lutar por seus objetivos, a parceria de verdade, cumplicidade. Existe um respeito intenso,  desde a amizade  a parceria na batalha.

Não existe puxar o tapete do coleguinha, não existe cobiçar a mulher do próximo.

Eu fui casada com um professor renomado de hip hop, e até hoje sou mencionada na “tribo” como a ex de fulano, ou seja, namoro com outro da área nunca mais, rs. Maluco, mas me respeitam e vejo isso nos olhares e maneira como me tratam até hoje e sigo respeitando também porque admiro tudo isso.

Confesso que sinto falta... sinto falta da dança, sinto falta da garra, da parceria, em nenhum outro lugar encontrei o mesmo respeito, muito pelo contrario.


Sinto falta dos manos, da irmandade, lugar onde o “tamo junto” é real, sinto falta do “gueto”.

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