terça-feira, 5 de maio de 2015

Verdades Escondidas

Bom, com a cabeça a mil por segundos e segundos, vou tentando colocar em ordem os sentimentos e as escolhas.

Cada dia mais me decepciono com o que vejo no mundo em que vivemos, e machuca de maneira assustadora.

Sou o que sou e como sou, nada a esconder e bem na verdade nada a declacar a respeito rs.

Não me escondo de nada , nem de ninguém, não sou capaz de ferir os que me amam apenas para me auto afirmar. Tampouco fazer joguinhos de palavras e sedução para "dormir melhor".

Sei do meu valor como mulher, ainda que inumeras vezes tenha caido e pensado o contrario. A verdade é que tem muito babaca no mundo.

Meu trabalho, por vezes confunde uns e outros por aí.

Mas o que importa é que não uso meus blogs, minhas fotos ou mensagens escondidas nas redes sociais ou afins para seduzir ninguém... Uso estes meios de comuicação para expor pensamentos e idéias e de uma forma ou outra vou me comunicando com o mundo.

Eu posso ter sido inocente e até meio burra, as vezes, mas de Deus nada escapa, Ele sabe quem somos, seja nas redes sociais ou entre quatro paredes.




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Faça Valer a Pena

Se o que eu digo te faz feliz comemore, pois não ouvirá de mim palavras soltas apenas para 
sensações momentâneas. Minhas palavras andam de mãos dadas com minhas ações.

Não vivo de ilusões, superficialidade não me atrai... Sou exatamente o que digo, não há máscaras ou jogos, não brinco com sentimentos alheios, muitas vezes esqueço de mim para cuidar de outros então sei que não há egoísmo em mim. 

Sei do meu valor como mulher, mas também sei que sou só mais uma na multidão, o mundo não gira em torno do meu umbigo. 

Minhas ações sempre provam meus sentimentos... Cada um só pode dar ao outro aquilo que tem, o que você tem a doar de si mesmo?

Faça o hoje valer a pena!

terça-feira, 24 de março de 2015

Muito Obrigada!

Hoje,  reorganizando material de aula passou um filme gigante na minha mente. Mergulhada entre tantas musicas, quantas sequências relembrei, quantos momentos...Que delícia reviver isso em meu coração. Quantas aulas dadas, quantas pessoas conheci, nem sei mensurar quantos alunos tive nesses 23 anos.

Rodei São Paulo e interior, tive oportunidade de trabalhar ao lado de grandes nomes da dança, e de virar professora e até coordenadora de escolas e academias  em que era aluna.

Na minha sala tive os mais variados perfis como alunos, os que faziam pra se divertir, os que queriam se profissionalizar, tenho frutos espalhados por aí que me dão muito orgulho, as professoras de educação física e dança que buscavam aperfeiçoar conhecimento, e ainda os que dançavam em grupos de igreja.

Tantas experiências vividas e trocadas, quantas entraram meninas e se tornaram mulheres, quantas participei de suas vidas além da sala de aula.

Sei que nem todos entendiam de imediato meu jeito “protetor” de ser, meio mãezona como por vezes já ouvi.

Sou grata por tudo o que vivi e por todas as batalhas percorridas em busca do objetivo de cada aluno. 

Pra mim nunca foram números em sala de aula, eram pessoas com sonhos grandiosos e por respeito a isso sempre fui tão dura nas cobranças, afinal sonhos se conquistam com muita luta. Não me importava se eram 2 alunos ou 10 alunos na turma eu ia dar atenção a cada um de acordo com seu objetivo.

O Ballet não é algo democrático, você deve se adequar ao perfil e regras estabelecidas, mas devagar ia mostrando que era possível sim experimentar um pouquinho desse sonho, para sonhos mais amplos a batalha seria bem maior e a verdade é que nem todo mundo “aguenta o tranco”.

O que me dá orgulho?
Ver os frutos espalhados por esse mundão nos representando muito bem;
Lembrar do brilho no olhar a cada etapa conquistada por aqueles que eram excluídos por seu tipo físico não ser o ideal pré-estabelecido em nossa área;
Ser respeitada como profissional e amiga dos que um dia eram apenas meus professores;
Ganhar tanto carinho, admiração  e respeito das professoras que um dia me procuraram na busca ampliar conhecimento para suas aulas.

Enfim, missão mais que cumprida. Eu fui muito feliz!

Se um dia volto dar aulas? Com certeza! Amo demais.

No momento, outros rumos...outros caminhos...outros lugares...


Por esses 23 anos o meu  MUITO OBRIGADA!!!!!

domingo, 1 de março de 2015

Fechada Pra Balanço

Tenho mania de ser observadora, mas não como fofoca porque não coloco em roda o que vejo, mas me questiono diariamente sobre certos comportamentos e me comparo a eles.

Uma das minhas principais características é a ética, mas você percebe que a maioria até desconhece o significado dessa palavra.

Muitos hoje falam em moralismo, mas sequer observam seu comportamento em sociedade.

Eu não estou levantando bandeira de nada e tampouco me faço de santa, tenho plena consciência de que estou longe dessa “santidade”, não busco perfeição, busco o melhor de mim.

Alguns podem me chamar de louca e desequilibrada, mas no fundo vivemos em um mundo tão acostumado as traições e infidelidades, aos joguinhos de poder, seja em qualquer tipo de relação, que quem não anda conforme a multidão se torna “louca”.

Não consigo lidar com a vulnerabilidade das relações, com a bipolaridade nas escolhas. Então fico apenas a observar e confesso que a sociedade começa a me dar medo.  

O mundo das ilusões, das relações superficiais, das amizades por interesse de poder (se você está no topo eles estão com você). O mundo das relações de troca, do tipo “se fulano merecer eu faço”,  “o que eu ganho com isso ou com aquilo”.

Bom eu não sei o que cada um ganha nesse joguinho todo, eu sei apenas o que eu tenho pra oferecer e isso independentemente do seu merecimento.

E a maioria vai dizer não eu não estou nesse grupo!

Então pergunto quais os tipos de relação que você mantém? Sobre os que mostram a todo custo e de todas as formas que estão verdadeiramente ao seu lado, como você os trata? No fundo apesar de tudo o que costuma dizer que quer pra você, até onde é capaz de ir?

Acredito que a busca das mulheres em se afirmar em sociedade se perdeu muito pelo caminho, por vezes me dá vergonha até.


Enfim, vou vivendo talvez sobrevivendo, sem máscaras,  mas fechada pra balanço. 

sábado, 27 de setembro de 2014

Irmandade

Minha vida toda se resume a intermináveis horas em sala de aula e palco, ou seja, minhas vivências vão estar sempre relacionadas a isso, não tem jeito.

Quando dançava hip hop encontrei uma galera que falava a mesma língua que eu, nesse caso não falo da dança especificamente, mas do comportamento em sociedade...

A garra ao lutar por seus objetivos, a parceria de verdade, cumplicidade. Existe um respeito intenso,  desde a amizade  a parceria na batalha.

Não existe puxar o tapete do coleguinha, não existe cobiçar a mulher do próximo.

Eu fui casada com um professor renomado de hip hop, e até hoje sou mencionada na “tribo” como a ex de fulano, ou seja, namoro com outro da área nunca mais, rs. Maluco, mas me respeitam e vejo isso nos olhares e maneira como me tratam até hoje e sigo respeitando também porque admiro tudo isso.

Confesso que sinto falta... sinto falta da dança, sinto falta da garra, da parceria, em nenhum outro lugar encontrei o mesmo respeito, muito pelo contrario.


Sinto falta dos manos, da irmandade, lugar onde o “tamo junto” é real, sinto falta do “gueto”.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

24 horas...

As vezes fico pensando quando foi diferente, e percebo que não existiu, talvez oscilando um pouco a intensidade das horas, mas sempre seguindo o mesmo caminho.

Hoje com exatos 22 anos dando aula, sei que ainda muito a aprender, muito já aprendi, a dança é uma busca infinita de conhecimento.

Minha paixão pelo movimento vem desde sempre, nunca houve duvidas, fiz aulas com grandes nomes e pude trabalhar ao lado deles e me orgulho disso, meus trabalhos coreográficos sempre se destacando entre os melhores, emoção sem preço. Aliás hoje com um currículo que me dá muita satisfação, me realizei dando aula nas melhores escolas de São Paulo e ainda sou amiga de todos os ex-chefes, trocamos figurinhas, ideias, conhecimentos, novos aprendizados, indicações, experiências que palavras não medem.

Com a minha escola, já são o total de 5 anos, felicidade que explode um sorriso ao pensar,  quantos sorrisos e lágrimas de realizações dos alunos eu tenho na mente me dá mais combustível para prosseguir o meu caminho.

Confesso que a dança não está na sua melhor fase em nosso país, a crise financeira familiar faz com que alguns abram mão de seus sonhos. Mas a vida em qualquer área é feita de altos e baixos.

De uns meses pra cá abdiquei das minhas aulas e cursos como bailarina, abdiquei do meu sonho para estudar apenas como professora, para realizar sonhos, focando 100% do meu rendimento para a formação como educadora. Pra mim nunca existiu problemas de horário, dias ou distância para fazer o que acredito e continuo assim.

Tenho admiração pelos meus antigos mestres, hoje amigos e colegas de trabalho e vou sempre respeitá-los e ouvir o que me orientam mesmo nos tempos atuais. A diferença é que de uns anos pra cá debato com eles com propriedade no assunto e não mais apenas “obedeço” rs.

Aos navegantes sinto muito não obedecer a suas imposições e leis para alimentar o ego. Se não sabe do que está falando cale-se please, eu me calo referente a uma infinidade de assuntos também que não possuo embasamento suficiente para discutir, cada um no seu quadrado pode ser?

Sou a mesma desde sempre, que luta por um objetivo e segue em direção a ele sem desviar seu caminho, desde adolescente que digo se não me acrescenta não faz sentido vivenciar, peço que não me faça perder tempo, pois tempo é o que menos tenho. Trabalho com dança 24 horas por dia, se não estou em sala de aula, estou fazendo planejamento, estudando ou ainda fazendo eventos, não é  mais  que faço e sim o que sou. 

Sábados, domingos, feriados, férias, abri mão disso há muito tempo, qualquer dia é dia para um lindo plié ou mergulhar nos livros com meu inseparável pote de brigadeiro (também sou filha de Deus rs).

Enquanto isso, como bailarina, vou dançando conforme a música, o dia que parar de dançar com certeza eu morrerei, minha alma estará morta, bailarina não vive sem o seu palco, são exatos 33 anos em cena já, felicidade plena.

Nunca me faltou trabalho, muito pelo contrário, graças a Deus, portanto, não questione minha intensidade, dedicação, obediência a minha profissão e aos meus trabalhos. Poucos sabem quem sou e não por grau de importância, mas sim por comprometimento e ética, pra debater comigo vai ter que estudar.

Carro caro, casas gigantes, viagens, restaurantes 5 estrelas, pra mim nada disso tem significado ... Luto por dignidade, honra, comprometimento, parceria e respeito, isso é qualidade de vida.

E é por isso que mesmo depois de um dia onde, por vezes, tentaram me tirar do eixo, posso voltar pra casa, feliz com sensação de missão cumprida, sorrindo e cantando.

 Meus sonhos vão além daquilo que se pode tocar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estou pronta...

Sabe o aperto no peito, a sensação de que algo está acontecendo?

Sabe o que é saber o que vai acontecer antes mesmo que aconteça?

Muitas vezes tachada como louca, como ciumenta até, mas hoje posso rir disso...

E vou mencionar e tentar exemplificar...

Por anos tive sensações que me tiravam do eixo e não sabia como explicar. O que me fez sempre ser curiosa em determinados assuntos e por vezes até questionadora, evitando e fugindo das manipulações.

No passado quando percebi que existia uma sensação diferente em mim, bloqueei, confesso que tive medo.

Estranho é constatar que todas as vezes em que desconfiei de algo e ainda assim me arrisquei obvio que o resultado foi o “tapa na cara”.

As vezes me pergunto porque determinados olhares não condizem com o que sai da boca de alguns, e sempre que ignoro este fato descubro as mentiras.

Meu coração acelera de uma forma que chega a doer, meu corpo inteiro muda, minhas sensações afloram, falta o ar, a cabeça dói... Toda energia contraditória me incomoda.

Poderia mencionar fatos mas não quero expor terceiros nos meus textos, mas todas as vezes em que suspeitei de algo, ainda que fosse chamada de doida, descobria que eu tinha razão.

Se isso é legal? Na verdade não. Quantas foram as vezes que questionei uma situação onde foi “travada”  uma discussão e pra acalmar o clima baixava a guarda, mas depois descobria que era real, não apenas por sentir algo, mas por ver o que estava acontecendo mesmo sem estar presente. A sensação é horrível, a pessoa insistir em algo que você já sabe qual é o “final”.

Falando das religiosidades, alguns dizem que é “unção”, outros dizem que é “mediunidade ao extremo”. Bom, chamem do que quiser, acho que não faz muita diferença, sei lá.

Se posso ajudar alguém com isso eu realmente não sei, ainda tentando descobrir, só sei que o que eu disser sobre você, tenha certeza que sei do que estou falando...  Apenas peço, não minta, eu vou saber e não me faça ter pena ou nojo de você, pois isso jamais terá volta. E as consequências de suas escolhas e atitudes só você poderá responder por elas.

Se quer ter dignidade e conseguir se olhar nos olhos no espelho pela manhã tire sua mascara se ela existir, pois se perceber suas mentiras vou até o fim para que assuma, se me prometer algo terá que cumprir...

Não sou especial, muito pelo contrario, mas saberei a verdade quando estiver ao seu lado. Não minta, não fuja, decidi que não vou mais ignorar o que Deus me deu.

Voltando ao centro de mim mesma... Universo, estou aqui. Estou pronta...(eu acho rs)