terça-feira, 24 de março de 2015

Muito Obrigada!

Hoje,  reorganizando material de aula passou um filme gigante na minha mente. Mergulhada entre tantas musicas, quantas sequências relembrei, quantos momentos...Que delícia reviver isso em meu coração. Quantas aulas dadas, quantas pessoas conheci, nem sei mensurar quantos alunos tive nesses 23 anos.

Rodei São Paulo e interior, tive oportunidade de trabalhar ao lado de grandes nomes da dança, e de virar professora e até coordenadora de escolas e academias  em que era aluna.

Na minha sala tive os mais variados perfis como alunos, os que faziam pra se divertir, os que queriam se profissionalizar, tenho frutos espalhados por aí que me dão muito orgulho, as professoras de educação física e dança que buscavam aperfeiçoar conhecimento, e ainda os que dançavam em grupos de igreja.

Tantas experiências vividas e trocadas, quantas entraram meninas e se tornaram mulheres, quantas participei de suas vidas além da sala de aula.

Sei que nem todos entendiam de imediato meu jeito “protetor” de ser, meio mãezona como por vezes já ouvi.

Sou grata por tudo o que vivi e por todas as batalhas percorridas em busca do objetivo de cada aluno. 

Pra mim nunca foram números em sala de aula, eram pessoas com sonhos grandiosos e por respeito a isso sempre fui tão dura nas cobranças, afinal sonhos se conquistam com muita luta. Não me importava se eram 2 alunos ou 10 alunos na turma eu ia dar atenção a cada um de acordo com seu objetivo.

O Ballet não é algo democrático, você deve se adequar ao perfil e regras estabelecidas, mas devagar ia mostrando que era possível sim experimentar um pouquinho desse sonho, para sonhos mais amplos a batalha seria bem maior e a verdade é que nem todo mundo “aguenta o tranco”.

O que me dá orgulho?
Ver os frutos espalhados por esse mundão nos representando muito bem;
Lembrar do brilho no olhar a cada etapa conquistada por aqueles que eram excluídos por seu tipo físico não ser o ideal pré-estabelecido em nossa área;
Ser respeitada como profissional e amiga dos que um dia eram apenas meus professores;
Ganhar tanto carinho, admiração  e respeito das professoras que um dia me procuraram na busca ampliar conhecimento para suas aulas.

Enfim, missão mais que cumprida. Eu fui muito feliz!

Se um dia volto dar aulas? Com certeza! Amo demais.

No momento, outros rumos...outros caminhos...outros lugares...


Por esses 23 anos o meu  MUITO OBRIGADA!!!!!

domingo, 1 de março de 2015

Fechada Pra Balanço

Tenho mania de ser observadora, mas não como fofoca porque não coloco em roda o que vejo, mas me questiono diariamente sobre certos comportamentos e me comparo a eles.

Uma das minhas principais características é a ética, mas você percebe que a maioria até desconhece o significado dessa palavra.

Muitos hoje falam em moralismo, mas sequer observam seu comportamento em sociedade.

Eu não estou levantando bandeira de nada e tampouco me faço de santa, tenho plena consciência de que estou longe dessa “santidade”, não busco perfeição, busco o melhor de mim.

Alguns podem me chamar de louca e desequilibrada, mas no fundo vivemos em um mundo tão acostumado as traições e infidelidades, aos joguinhos de poder, seja em qualquer tipo de relação, que quem não anda conforme a multidão se torna “louca”.

Não consigo lidar com a vulnerabilidade das relações, com a bipolaridade nas escolhas. Então fico apenas a observar e confesso que a sociedade começa a me dar medo.  

O mundo das ilusões, das relações superficiais, das amizades por interesse de poder (se você está no topo eles estão com você). O mundo das relações de troca, do tipo “se fulano merecer eu faço”,  “o que eu ganho com isso ou com aquilo”.

Bom eu não sei o que cada um ganha nesse joguinho todo, eu sei apenas o que eu tenho pra oferecer e isso independentemente do seu merecimento.

E a maioria vai dizer não eu não estou nesse grupo!

Então pergunto quais os tipos de relação que você mantém? Sobre os que mostram a todo custo e de todas as formas que estão verdadeiramente ao seu lado, como você os trata? No fundo apesar de tudo o que costuma dizer que quer pra você, até onde é capaz de ir?

Acredito que a busca das mulheres em se afirmar em sociedade se perdeu muito pelo caminho, por vezes me dá vergonha até.


Enfim, vou vivendo talvez sobrevivendo, sem máscaras,  mas fechada pra balanço.